quinta-feira, 8 de maio de 2014

LÍNGUA MATER




Língua Mater


Que a força das palavras seja sempre 
Expressa em versos, textos e canções, 
Transforme o teu falar numa corrente 
Que una e alimente corações

Que seja o teu pulsar a voz pungente 
Que espalha em toda a parte, entre as nações, 
O mágico sentir eloquente
Da triunfante língua de Camões

Que em Cabo‐Verde, Angola ou na Guiné, 
Brasil, em Moçambique ou S.Tomé, 
Em Príncipe, em Timor ou Portugal

Tu possas gritar alto, com clareza, 
Que a nossa língua é a língua portuguesa, 
Indómita, divina, triunfal!

José Sepúlveda



A DANÇA DOS MARES


A dança dos mares


A sensação de leveza, de pluma que desliza, suave pela vida
Espesso sentimento, de lagos e mares, que brota da alma em êxtase
Exibindo os seus passos de dança junto a mim, envolvida
Onde a orquestra é o mar, meu mare nostrum, que brota do corpo em apoteose.

Porque amo tanto este mar? Porque ele dança para mim?
Dança, poesia, tocando o rosto do mar, num amor em versos
Viajando por marés calmas, de ventos favoráveis de jasmim
Num sensual, sensível, bailado de ondas e marés intensos.

O mar dita uma dança de novas águas, de murmúrios latentes
Onde a alma entorpece, verbos e sentimentos a pulsar do coração
Onde as águas vivas, a sabedoria, dançam, cantam, complacentes
Na minha vida, que aquece e incendeia a minha poesia de inspiração.

O mar dança a melodia do vento, onde as ondas espumejam paz e amor
Os verdes mares, invadindo o meu pensamento, enfeitiçam o meu olhar
Ao longo do ano, à tua procura, poetizando o amor
Cantando e dançando, tentando te abraçar…

José Pedro Silva 

quarta-feira, 7 de maio de 2014

A POESIA E A NATUREZA


A Poesia e a Natureza


Poesia diz-me
Eu vivo com a natureza
De um lado tenho a Serra, 
De outro lado tenho
O mar e sua beleza,
Será que viver assim
No meio, e nesta terra,
Contemplando
Esta maravilhosa
E bela serra,
Eu vivo com
Tamanha beleza,
Poder ver todos os dias,
A mãe natureza,
Como me faz feliz,
O Mar e a Serra,
O mar que tanto assusta,
Com suas ondas em revolta,
Mas a serra, me traz
Tranquilidade de volta
Tenho o azul do céu,
Num maravilhoso iluminar
São maravilhas da natureza
Que devemos respeitar
O mar assusta, a serra acalma,
E do céu minha estrela vem,
Nessa estrela, há sempre a paz,
Que a natureza nos diz que tem
E que devemos preservar
Aquilo que a natureza nos trás.

Joana Rodrigues 





terça-feira, 6 de maio de 2014

SIMBOLIZAR A FELICIDADE



SIMBOLIZAR A FELICIDADE


Pudesse eu simbolizar a felicidade....
Simbolizaria numa pombinha da paz.
Como aquela que há longos anos atrás,
numa manifestação puramente de fé,
foi docemente libertada da arca de Noé,
trazendo no seu bico o ramo da esperança.
Anunciando que a terra estava em segurança.

Pudesse eu simbolizar a felicidade....
Simbolizaria numa ilha de sonho,
onde o vento sopraria risonho.
A saudade se perderia no ar
E a lua feiticeira à noite a iluminar,
jorrava para a ilha raios de luar
Gaivotas dançariam nas ondas do mar,
floresceriam melodias na espuma,
e as lágrimas se secariam uma a uma.

Pudesse eu simbolizar a felicidade....
Simbolizaria em rosas vermelhas de amor.
Rosas com próprio brilho perfume e cor.
Retirava-lhes todos os espinhos da dor.
Pétalas vermelhas pelo ar se espalhariam
e em lágrimas de cristais se transformariam

Aurora M. F. C. Martins Afonso


NATUREZA É ARTE E POESIA EM MÃOS ESPECIAIS


Natureza é arte e poesia em mãos especiais.


A natureza é a essência do universo manifesto
todo manifesto global faz parte deste planeta
o planeta é o conjunto de todos os seres
os seres desta terra são recortes da pura arte.

Natureza apática um tanto irreverente tornou-se a humana
recorre a divina natureza imperial - golfada do puro vital
qualidade de natureza sutil transcendental
o sopro cósmico do belo em arte universal.

Natureza em gêneros, espécie...
tecem suas verdades em si
plêiades em tons, formas e cores
magnetizam ,permeiam, sincretizam
o homem e o todo em sentidos conscientes de si.

Ar, água, terra, fogo, plantas animais
audição, olfato,paladar,visão, tato
e outros mil espirituais
mascarados por vias humanas
diversas vezes mundana
prejudicam de forma torpe
o próprio livre arbítrio

qualidades metafísicas irradiam
suas energias sem sucesso
imperam filosofias, religiões,
incompatibilidades e libertalismo
ganância, discrepância e acorrentados
levando a beleza da natureza cósmica
despertar reagir e sucumbir o planeta
à sua própria arte agindo em prol da criação.


*Acolha a natureza da mesma forma como você foi acolhido por ela - isto é amor.

Rosiane Ceolin


Imagem - Resim & Fotograf  


quinta-feira, 1 de maio de 2014

A NATUREZA



Imagem - Images inaire

A NATUREZA


A natureza tem tantos mistérios
E tamanhos encantos, tantas vidas…
Seculares segredos, tão impérios
De vastos seres…tão raras medidas.

A natureza é fauna e também flora…
São grãos amareleja a pigmentar
O céu e a florir-se pelo ar de tão metáfora
Que desperta sonhos e nasce ao amar.

Tão melodias atraem os hemisférios…
Tocam-se na mais alva arte a respirar...
São tais sentidos, quais têm planos sérios.

Tão seres revestem de cores a aurora…
Lê-se no Horizonte Terra – Mar
São olores que perpetuam Vida pelo agora.



® RÓ MAR

AQUELE MAIO



Aquele Maio


Meu Maio, lindo Maio, que saudade
Eu sinto desse Maio doutras eras
Levávamos no peito uma verdade
Sonhada no passar das primaveras

O povo se espalhava p’la cidade
A partilhar seus sonhos e quimeras;
As mínguas dessa longa eternidade
De lutas, de fracassos e de esperas

A paz, o pão, saúde, habitação,
Trabalho, liberdade de expressão,
O fim da guerra! Forte, essa vontade!

Naquele Maio alegre e pueril
Ousámos reviver o nosso Abril
E conquistar de novo a liberdade

José Sepúlveda

SER MAIO



Ser Maio


Abriste em flor o dia do trabalhador
De umas mãos calejadas por uma enxada
Um arado cortando a terra arejada, molhada
Arrancando ervas daninhas que sempre revoltam...
A tua vida de dor, desamor, de luta e ardor
Labutas sem cessar, amas cada passo de magia
Onde vês renovar a tua alegria num grito singular
Rosto cravado de desilusão por uma fatia de pão
Mas, lutas, em cada Maio colhem uma flor de renovação
Vivem de novo a ilusão de dias melhores em construção
Quebras barreiras, ergues bandeiras de grito de sustento
Aflito de colher um Maio de fraternidade, união e perdão
Povo de uma só nação abraça o Maio da liberdade, de um ser,
De realidade numa flor de um caminho onde o nosso querer
Liberta em lamúrias, as mágoas de lutas sem fim, para crescermos
E” Sermos” “A Liberdade “de um Maio, sem dor…
Mas De Amor!

Teresa/Teixeira/Zinha

 

MÁQUINAS DO MUNDO



MÁQUINAS DO MUNDO


“A todos os trabalhadores”

Ó vós, que laborais desde a aurora do sonho,
A vida, o corpo, a mente e até a própria alma

Empenhais, num agir profundo e tristonho,
Quais máquinas do mundo que o destino acalma.

Ó vós, que não olhais nunca à vossa vontade,
Nem vossos gostos e paixões podeis zelar
Mas, sim, contribuís com toda a propriedade
Para um alheio capital desencantar…

Ó vós, que gravitais à volta do universo
Procurando encontrar um chão que dê sustento,
Para que cresça a prol, o lar e até o berço
Onde possais fruir com suave acolhimento.

Ó vós, a quem o mundo deve o próprio ser
E que, sem vós, jamais o oiro brilharia
Nas mãos dos poderosos que riem de prazer
Por vós serdes maná da sua mordomia.

Vós sois as máquinas do mundo eternamente
E o mundo não vos reconhece como gente!

Frassino Machado