quinta-feira, 15 de maio de 2014

VIDO ROXO


SALVÉ, NATUREZA



 Foto: © Acácio Costa


Vido roxo 


Na subida íngreme, o nevoeiro era espesso, quase chumbo,
para quem precisava de ver dois metros à sua frente.
De repente, o sol abriu, e, eis-me ali, num paraíso,
como se fosse um qualquer lugar, separado do resto do mundo,
que Deus me quisesse mostrar de novo ,no seu esplendor de beleza.
A montanha, ainda verde, torrada pela geada, estava ali salpicada de urze, carqueja e vido roxo.
Lancei os olhos esbugalhados por toda aquela maravilha,
iluminada por uma réstia de sol, qual candeia de azeite e incenso a alumiar meu caminho.
E, eis senão quando, mais abaixo, me deparei com aquele milagre da natureza, que é a beleza
do Gerês e do Vale do Salas, que, ao longe,
mais parecia um quadro pintado por quem Deus emprestou a mão.
- Parei, vi, cheirei, respirei, senti, corri, amei, vivi de novo e regressei!
Mas, meus olhos ficaram lá. Ainda estão lá, naquele manto de urze e vido roxo,
que me esmaga os sentidos e me aviva a vontade de lá voltar.

© Acácio Costa









S.O.S PLANETA




S.O.S Planeta


Estão estampados claramente todos os dias nos meios de comunicações, os grandes perigos que a humanidade esta sofrendo e que pode agravar-se mais ainda o nosso Ecossistema, o Meio Ambiente.
Por ignorância do próprio homem em achar que a natureza pode sofrer os maiores danos, pelo egoísmo de muitos e que ela não vai reagir. Principalmente os governantes de todos os... países, eles são os primeiros a usurpar e a destruir o Meio Ambiente, sem importar-se com as catástrofes que nosso planeta agonizante vem sofrendo e vai se alongar esse sofrimento.
Mesmo tendo os cientistas estudados os fenómenos e mudanças naturais a curto e em longo prazo em nosso planeta, ainda assim não são acatados e acreditados por muitos que estão no poder.
Enquanto isso muitas vidas são ceifadas, muitas cidades devastadas por furacões, chuvas de granizos, enchentes, doenças, fome, misérias... Em alguns lugares calor demais e em outros frios intenso. Cidades inteiras são enterradas de lama e gelo, ondas gigantescas devastam as mais estruturadas cidades.
Por mais que os humanos tentem concertar os estragos feitos na natureza, jamais se conseguirá organizar e estruturar o que antes era uma harmonia entre o homem, a Ecologia e o Meio Ambiente.
Precisamos urgentemente rever nossos conceitos e mudar nossa consciência e responsabilidade é de toda a humanidade refletir no que iremos deixar para as futuras gerações, filhos, netos, bisnetos...


  Paulina Rodrigues


segunda-feira, 12 de maio de 2014

NATURA




NATURA


Quando amanhece há sol a clarear…
Até nos dias invernosos há luz breve
A desmistificar e embelezar
O mistério natura que é ser suave.

Tenho à ideia que qualquer dia é tão visão
Que nos dá o maravilhoso sentir…
Que é resgatado em pleno coração
Pelo milagre natura em seu devir.

Quando amanhece há vida perene
A segredar o ser…tão sinfonia
Que a natura ditou em tom solene.

Tenho à mão sentimentos universais
Que não quero perder…são tão poesia
Que o sol escreveu em ciclos ancestrais.

® RÓ MAR

domingo, 11 de maio de 2014

AS MINHAS SOMBRAS



As minhas sombras



Apesar da força do sol, o dia tornou-se cinzento
Deixa-me sem forças para o olhar de frente
Choram-me os olhos não sei se do vento
Ou do tempo que me deu este andar lento
Que a breves momentos pensei ser diferente

Abrigo-me em sombras que já não existem
No céu cinzento da minha vontade
Ténues centelhas que ainda resistem
Como se velhos caminhos de novo se abrissem
Penosos caminhos de realidade

Fico parado e sem rumo certo
Virado para o norte do meu sul perdido
Voou contra o vento que me sopra incerto
Já sinto na pele, todos os desertos
De tantos desertos que tenho vivido

Tentar fugir não me serve de nada
Estou preso a ti por este cordão
Andarei para sempre nesta longa estrada
Tu és sombra por mim procurada
O dia cinzento tem toda a razão

Se sol romper as sombras do medo 
Medo que eu tenho de o perder
Será sempre parte do nosso segredo
Morrerá em mim mais tarde ou mais cedo
Todas as sombras eu hei-de vencer

As sombras na terra parecem arados
Figuras de outrora onde me revejo
Foices que cortam o pão inventado
Caminhos de terra do chão do passado
Terra escaldante do meu Alentejo.

Jorge Caraça 


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